{"id":52443,"date":"2023-06-07T09:23:17","date_gmt":"2023-06-07T09:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/azud.com\/blog\/aguas-de-captacao-curiosidades-e-tratamentos\/"},"modified":"2026-07-08T12:13:46","modified_gmt":"2026-07-08T12:13:46","slug":"aguas-de-captacao-curiosidades-e-tratamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/azud.com\/pt-pt\/blog\/aguas-de-captacao-curiosidades-e-tratamentos\/","title":{"rendered":"\u00c1guas de capta\u00e7\u00e3o: curiosidades e tratamentos"},"content":{"rendered":"<div id=\"\" class=\"mblog parrafo\">\n<p> A potabiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo atrav\u00e9s do qual a \u00e1gua \u00e9 tratada para a tornar segura e adequada para consumo humano. Consiste na elimina\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de contaminantes, microrganismos e subst\u00e2ncias que possam representar um risco para a sa\u00fade.<\/p>\n<p> Na hora de escolher os tratamentos a realizar numa ETAP (Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de \u00c1gua Pot\u00e1vel), o primeiro passo \u00e9 conhecer as caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas e microbiol\u00f3gicas da \u00e1gua captada. Esta pode ser de superf\u00edcie, subterr\u00e2nea ou mar\u00edtima. Vamos partilhar algumas caracter\u00edsticas-chave de cada fonte de capta\u00e7\u00e3o:<\/p><\/div>\n<div id=\"1\" class=\"mblog parrafo\">\n<h2><strong>\u00c1GUAS SUPERFICIAIS<\/strong><\/h2>\n<p> Uma vez que a \u00e1gua superficial (de rio, lago ou albufeira) apresenta um teor mais elevado de microrganismos e s\u00f3lidos em suspens\u00e3o do que a \u00e1gua subterr\u00e2nea, quando utilizamos \u00e1gua superficial para obter \u00e1gua pot\u00e1vel, devemos submet\u00ea-la a um tratamento microbiol\u00f3gico mais intenso do que se part\u00edssemos de \u00e1gua subterr\u00e2nea.<\/p>\n<p> As grandes flutua\u00e7\u00f5es de temperatura a que as \u00e1guas superficiais est\u00e3o sujeitas podem influenciar a efici\u00eancia dos tratamentos utilizados na sua potabiliza\u00e7\u00e3o. Por exemplo, \u00e0 medida que a viscosidade da \u00e1gua se altera com a temperatura, varia a permeabilidade das membranas aos i\u00f5es e, consequentemente, a qualidade do efluente obtido.<\/p>\n<p> Em compara\u00e7\u00e3o com outras fontes de \u00e1gua bruta, as \u00e1guas superficiais apresentam maiores concentra\u00e7\u00f5es de contaminantes emergentes, como medicamentos ou micropl\u00e1sticos.<\/p>\n<p> Uma vez que a Diretiva 2020\/2184 limita a presen\u00e7a de alguns desses contaminantes nas \u00e1guas destinadas ao consumo, s\u00e3o especialmente as esta\u00e7\u00f5es de potabiliza\u00e7\u00e3o que utilizam \u00e1guas superficiais que dever\u00e3o dispor de uma linha de tratamento capaz de reduzir o seu teor (desde que n\u00e3o cumpram a regulamenta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<h2><strong>\u00c1GUA SUBTERR\u00c2NEA<\/strong><\/h2>\n<p> As \u00e1guas subterr\u00e2neas caracterizam-se pelo seu baixo teor de s\u00f3lidos em suspens\u00e3o e turbidez, uma vez que j\u00e1 foram filtradas pelo solo.<\/p><\/div>\n<div id=\"\" class=\"row presentacion mblog slider slick-initialized slick-slider slick-dotted\">\n<div class=\"slick-list draggable\">\n<div class=\"slick-track\">\n<div id=\"slick-slide40\" class=\"foto one-slide slick-slide slick-current slick-active\" tabindex=\"0\" role=\"tabpanel\" data-slick-index=\"0\" aria-hidden=\"false\" aria-describedby=\"slick-slide-control40\">\n<div class=\"pagingInfo\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-12209 size-full\" src=\"https:\/\/azud.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Potabilizacion-Blog-3.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/div>\n<div class=\"slider-item slick-initialized slick-slider\">\n<div class=\"slick-list draggable\">\n<div class=\"slick-track\">\n<div class=\"slide slick-slide\" tabindex=\"0\" data-slick-index=\"0\" aria-hidden=\"true\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"\" class=\"mblog parrafo\">\n<p> &nbsp;<\/p><\/div>\n<div class=\"mblog cita\"><\/div>\n<div id=\"\" class=\"mblog parrafo\">\n<p> Entre as caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas que podem apresentar e que influenciam o processo de potabiliza\u00e7\u00e3o, destacam-se o pH e o seu maior teor de esp\u00e9cies dissolvidas.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>pH<\/strong>: em geral, a \u00e1gua subterr\u00e2nea tende a ser ligeiramente \u00e1cida, com um pH inferior a 7, uma vez que se torna mais \u00e1cida \u00e0 medida que atravessa as camadas do solo (onde h\u00e1 CO\u2082 em abund\u00e2ncia). No entanto, pode variar consoante a geologia da zona.<\/li>\n<li><strong>Minerais dissolvidos<\/strong>: muitas vezes, as \u00e1guas subterr\u00e2neas cont\u00eam ferro e mangan\u00eas provenientes das rochas e dos minerais por onde se filtram. Al\u00e9m disso, em condi\u00e7\u00f5es \u00e1cidas, o alum\u00ednio presente nos minerais pode ser libertado mais facilmente e, assim, dissolver-se na \u00e1gua.<\/li>\n<li><strong>Nitratos<\/strong>: as \u00e1guas subterr\u00e2neas s\u00e3o as mais propensas a conter nitratos, provenientes de atividades agr\u00edcolas e pecu\u00e1rias.<\/li>\n<li><strong>Sulfatos<\/strong>: o teor de sulfatos numa \u00e1gua subterr\u00e2nea deve-se ao seu contacto cont\u00ednuo com o solo e com minerais ricos em sulfatos, como o gesso ou a pirite.<\/li>\n<li><strong>Ars\u00e9nico<\/strong>: o ars\u00e9nico presente nas rochas de algumas zonas geol\u00f3gicas espec\u00edficas provoca a sua incorpora\u00e7\u00e3o nas \u00e1guas subterr\u00e2neas.<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<div class=\"mblog cita\">\n<h2><strong>\u00c1GUA DO MAR<\/strong><\/h2>\n<p> Chamamos de dessaliniza\u00e7\u00e3o ao processo de obten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pot\u00e1vel a partir da \u00e1gua do mar. A \u00e1gua do mar \u00e9 a fonte de \u00e1gua mais dispendiosa de potabilizar devido \u00e0 elevada quantidade de sais minerais, principalmente cloreto de s\u00f3dio, mas, ao mesmo tempo, \u00e9 uma fonte inesgot\u00e1vel, uma vez que representa 97% da \u00e1gua da Terra.<\/p><\/div>\n<div id=\"\" class=\"row presentacion mblog slider slick-initialized slick-slider slick-dotted\">\n<div class=\"slick-list draggable\">\n<div class=\"slick-track\">\n<div id=\"slick-slide50\" class=\"foto one-slide slick-slide slick-current slick-active\" tabindex=\"0\" role=\"tabpanel\" data-slick-index=\"0\" aria-hidden=\"false\" aria-describedby=\"slick-slide-control50\">\n<div class=\"pagingInfo\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-12206 size-full\" src=\"https:\/\/azud.com\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Potabilizacion-Blog-2.webp\" alt=\"\" width=\"855\" height=\"601\" \/><\/div>\n<div id=\"slick-slide50\" class=\"foto one-slide slick-slide slick-current slick-active\" tabindex=\"0\" role=\"tabpanel\" data-slick-index=\"0\" aria-hidden=\"false\" aria-describedby=\"slick-slide-control50\">\n<div class=\"slider-item slick-initialized slick-slider\">\n<div class=\"slick-list draggable\">\n<div class=\"slick-track\">\n<div class=\"slide slick-slide\" tabindex=\"0\" data-slick-index=\"0\" aria-hidden=\"true\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"\" class=\"mblog parrafo\">\n<p> O teor de s\u00f3lidos em suspens\u00e3o na \u00e1gua do mar \u00e9 semelhante ao da \u00e1gua superficial. No entanto, quando se verificam correntes marinhas, os s\u00f3lidos em suspens\u00e3o e a turbidez da \u00e1gua aumentam, uma vez que as part\u00edculas sedimentadas no fundo do mar s\u00e3o remo\u00eddas.<\/p>\n<p> As correntes marinhas tamb\u00e9m podem transportar nutrientes, como nitratos e fosfatos, que favorecem a prolifera\u00e7\u00e3o de algas. Este crescimento pode provocar altera\u00e7\u00f5es organol\u00e9pticas na \u00e1gua e poss\u00edveis obstru\u00e7\u00f5es na esta\u00e7\u00e3o de tratamento de \u00e1gua pot\u00e1vel (ETAP), caso esta n\u00e3o esteja preparada.<\/p>\n<p> Por isso, \u00e9 essencial dispor de um sistema de pr\u00e9-filtra\u00e7\u00e3o adequado, capaz de proteger as membranas de osmose inversa tanto das elevadas cargas de s\u00f3lidos como da presen\u00e7a de algas de diferentes tipos e tamanhos.<\/p><\/div>\n<div id=\"2\" class=\"mblog parrafo\">\n<h2><strong>SOLU\u00c7\u00d5ES DA AZUD PARA O TRATAMENTO DE \u00c1GUA POT\u00c1VEL<\/strong><\/h2>\n<p> Na AZUD, oferecemos solu\u00e7\u00f5es de potabiliza\u00e7\u00e3o descentralizada, tendo em conta a composi\u00e7\u00e3o e as necessidades de tratamento da \u00e1gua captada.<\/p>\n<p>Aplicamos os nossos conhecimentos e um estudo exaustivo da capta\u00e7\u00e3o para oferecer solu\u00e7\u00f5es em contentores com a tecnologia necess\u00e1ria para potabilizar a \u00e1gua num espa\u00e7o reduzido, sem necessidade de obras de engenharia civil.<\/p>\n<p> A sua r\u00e1pida fabrica\u00e7\u00e3o e coloca\u00e7\u00e3o em funcionamento permitem garantir o abastecimento imediato de \u00e1gua pot\u00e1vel em munic\u00edpios isolados ou com dif\u00edcil acesso \u00e0 rede centralizada e em situa\u00e7\u00f5es de seca extrema. Al\u00e9m disso, \u00e9 realizado um estudo dos custos de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, garantindo que se trata de uma op\u00e7\u00e3o competitiva face \u00e0s esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua pot\u00e1vel centralizadas convencionais.<\/p><\/div>\n<div class=\"mblog cta-contacto\">\n<div class=\"col col-70\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na hora de escolher os tratamentos a realizar numa ETAP (Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de \u00c1gua Pot\u00e1vel), a primeira coisa que devemos conhecer s\u00e3o as caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas e microbiol\u00f3gicas da \u00e1gua captada. Esta pode ser de superf\u00edcie, subterr\u00e2nea ou mar\u00edtima. 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